Começo essa postagem pedindo aos pais que NÃO privem seus filhos
de descobrir o novo, NÃO sejam os primeiros a sentir o preconceito, NÃO deixem
de proporcionar felicidade para a família. Eu digo isso, por experiência própria,
passamos um período de muita tristeza, onde tudo que tínhamos imaginado de
eventos cronológicos com o nosso filho, talvez não se tornaria realidade,
talvez não ocorresse no prazo estabelecido, na velocidade idealizada e esse
sentimento de incerteza nos fez desabar, fugir, esconder, mentir, omitir, uma
mistura de sentimentos individualistas e preconceituosos. Como isso poderia
partir de nós? Essa foi a pergunta que fizemos e como esperar da sociedade a
inclusão, o respeito e o amor.
O que relato agora foi a nossa grande
virada, Mateus já estava sendo acompanhado pela terceira neurologista, participava
de grupos de terapias com fono, TO, psicóloga, psicomotricidade, enfim, estávamos
na corrida contra o tempo, mas pouco percebíamos evolução, ele estava com 4
anos, frequentava escola regular, mas as idas para a escola tornavam pesadelos,
com muito choro e agressão.
Um dia passeando
no shopping (agosto/2014), encontro um grande amigo de faculdade, sua esposa e
filho, um reencontro 10 anos depois, esses acasos sempre trazem surpresas!
Imediatamente Mateus observa os dinossauros do filho do meu amigo, senta na
mesa e começa a brincar, meu amigo faz perguntas simples para ele, quantos anos
você tem? Você sabia que conheço sua mãe há muito tempo? Como é o seu nome? E eu
como uma bala de resolver, respondo tudo rapidamente e a situação vai ficando confusa
e eu por alguns minutos, deixo de responder as perguntas por ele e o silêncio
predomina, então decido falar a verdade “ meu filho é autista” e eu já estava
esperando uma reação de curiosidade e observação, mas foi muito diferente, imediatamente
meu amigo diz que preciso conhecer um casal que tem um filho autista e que vem
apresentando uma evolução maravilhosa. Sabia que esse reencontro não foi por
acaso, então logo peguei os contatos, visitamos essa família e recebemos várias
informações, cito como exemplos o DIR Floortime
e Tratamento Ortomolecular. Nosso filho iniciou nessas duas linhas de
acompanhamento e vem apresentando uma evolução maravilhosa.
Resumo essa postagem, voltando ao título, a verdade é o melhor começo.
Por Loélia Botelho



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